terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A vida por outro ângulo!

               Nas últimas semanas alguns episódios me deixaram bastante pensativa. Desde as queda das barragens em MG, que a meu ver trará muitas consequências negativas a curto, médio e longo prazo, a atendimentos que venho realizando.
               Sem dúvidas é mais fácil olhar a vida do outro e imaginar que é ótima, que para ele é mais fácil que olhar a nossa própria vida. Afinal de contas “a grama do vizinho é sempre mais verde”. No entanto, se pedíssemos para esse mesmo vizinho descrever a vida dele, será que o “verde” seria tão bonito e fácil de cuidar como imaginamos? E se esse mesmo vizinho contasse como nos percebe o que ele diria?
               Costumo dizer que é mais fácil criticar o outro, o que ele fez ou deixou de fazer, que criticar nossas próprias escolhas e comportamentos. Quando criticamos o outro olhamos para fora, mas quando vamos falar de nós é preciso olhar para dentro. “Olhar para dentro” parece simples, mas nem tudo é como parece ser. Olhar para si exige habilidade, a qual muitas vezes não foi ensinada e muito menos treinada para ser desempenhada por nós, pelo contrário, muitas vezes somos comparados a outras pessoas e cobrados para sermos o melhor. Além da pouca habilidade para auto-observação ou autoavaliação, outro dificultador que podemos encontrar é que, ao olharmos para dentro podemos ver algo que evitamos, podemos visualizar uma imagem diferente da que queremos passar e que muitas vezes chegamos a acreditar que é a verdadeira.
               Tive a oportunidade de presenciar declarações entre filhos e pais, desde uma palavra escrita, uma fala, um choro ou abraço. Foi ai que me questionei sobre a frequência com que apresentamos estes comportamentos. Algumas pessoas podem dizer que não pararam para observar, enquanto outras podem afirmar que têm dificuldade para se expressar. Aqui vai uma verdade, dificilmente alguém que não recebeu afeto, como por exemplo, um abraço ou um colo, das pessoas que representam autoridade e são referência em sua vida conseguirão dizer “EU TE AMO”. O que não quer dizer que o sentimento não exista, porém, é preciso aprender a identificar o sentimento, como também é preciso aprender à expressa-lo. Percebam que novamente eu mencionei o aprender a emitir um comportamento e essa aprendizagem pode ser por meio de observação, por modelo, por tentativas e erros, entre outras.
              Quando uma criança fala para os pais “EU TE AMO” e é tida como “sentimental” e não recebe atenção (sorriso, abraço, beijo, verbalização “eu também te amo”) pode ter seu comportamento punido (ser “sentimental” como algo negativo) ou colocado em extinção (ausência de reforço). Dessa forma a probabilidade de se comportar assim no futuro será menor. Qual o momento de dizer a alguém o quanto ele (a) significa em nossa vida? Como nos sentimos ao saber que somos importantes para alguém? Qual a reação que temos quando escutamos “EU TE AMO” ou “VOCÊ É IMPORTANTE PARA MIM”?


               Quantas vezes pensamos e até mesmo falamos “coitado de fulano, ele não merecia isso”, “foi um absurdo o que aconteceu”. E o que fazemos a partir desses pensamentos e falas? Muitas vezes não paramos para analisar se já fizemos algo com fulano ou se já fomos em algum momento o fulano. E muitas vezes não alteramos nossos comportamentos. Mudar comportamento parece fácil, mas não é... para que ocorra mudança de comportamento é preciso mudar as contingências.
                 Percebo que muitas vezes nos esquivamos de responsabilidades e responsabilizações. Qual papel desempenho na minha vida? A vida não nos fornece garantias, mas nos proporciona oportunidades! Cabe a cada um de nós escolhermos o que fazer. A nossa decisão não garante o sucesso, mas nos permite movimentar e nos expor para alcançar o objetivo mesmo com frustrações e dificuldades que podemos encontrar pelo caminho. Às vezes é preciso voltar alguns passos e percorrer outra trilha para então alcançar o topo. E assim, ao olhar para trás poderemos visualizar e reconhecer o nosso trabalho.
             Nessas semanas observei algumas perdas, o sofrimento e a dor... Chorei! (psicólogos também choram). Em seguida notei o sorriso no rosto de quem agradecia o abraço, a palavra e o acolhimento. Senti um nó na garganta de preocupação e sorri ao saber da conquista que era tão almejada. Olho para trás e vejo um 2015 que não foi fácil, mas foi vivenciado!

                Como você descreve seu 2015?
                O que você espera viver em 2016?



Sarah Simões
Psicóloga
CRP 01/17508

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Nos bastidores de HP - o que não vemos




Acredito que muitos de vocês já leram ou assistiram aos filmes do Harry Potter. Ao menos já ouviram falar, não é mesmo? No entanto, não são todos que já assistiram ao filme “Magia além das palavras”, o qual retrata a história de J.K.Rowling.

Jo (Joanne Rowling) era uma garota que usava a imaginação e criatividade para brincar, criando histórias com direito a magia e aventuras enquanto brincava com sua irmã mais nova. Na hora de ir para cama Jo pedia a sua mãe que lesse um livro e, claro, não queria parar de ler e dormir. Ainda criança Jo começou a escrever histórias, as quais lia para sua irmã e era encorajada pela mãe (forte ponto de apoio na vida de Joanne).

No entanto, quando Jo diz para seus pais que gostaria de ser escritora seu comportamento é punido pelo pai. Segundo o pai de Jo, ela precisava de uma profissão prática que lhe “sustentasse”. Essa fala ainda me parece bastante atual o que acham? Porém, sua mãe continuava lhe encorajando.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O famoso mundo do "TEM QUE"

Quando pequena costumava falar para minha mãe: “Mãe, você TEM QUE comprar... Mãe, você TEM QUE me levar...”. E minha mãe respondia: “Eu não TENHO QUE nada!” Hoje compreendo minha mãe. Realmente ela não TINHA QUE nada daquilo.

Atualmente vivemos no mundo do “EU TENHO QUE” ou “VOCÊ TEM QUE”. E ai te pergunto: Será que “TEMOS QUE” mesmo? Quem possui tal poder para determinar o que TEMOS QUE?

Nós vivemos em um mundo com muitas cobranças e expectativas. Mas quem tem colocado tantas expectativas em nossas vidas? Será que o que TEMOS QUE fazer é o que QUEREMOS para nós?

     Provavelmente você já escutou:
·         VOCÊ TEM QUE ter boas notas!
·         VOCÊ TEM QUE estudar!
·         VOCÊ TEM QUE fazer concurso!
·         VOCÊ TEM QUE trabalhar!
·         VOCÊ TEM QUE divertir!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

“Um Senhor Estagiário” (parte 2)


    No texto anterior falei sobre o personagem Ben Wittaker (Robert De Niro) do filme “Um Senhor Estagiário”. Neste texto falarei sobre a chefe de Ben, Jules Austin (Anne Hathaway).

    Jules é uma jovem empresária, esposa e mãe. Na empresa Jules é conhecida por chegar atrasada, o que incomoda aqueles que dependem de sua aprovação para dar continuidade ao trabalho, faz reuniões rápidas e tenta otimizar seu tempo. Jules tenta acompanhar o desempenho da empresa atendendo telefonemas de clientes (reclamações), por meio das quais se compromete em resolvê-las. Também faz encomendas pela internet para supervisionar como as mercadorias chegam até a casa dos clientes e vai pessoalmente orientar os funcionários quando preciso.

    Em casa Jules se esforça para ser uma mãe presente e carinhosa com a filha. Conta com o apoio do marido, o qual saiu do emprego e se dedica em tempo integral a casa e aos cuidados com a filha. Porém, ao chegar em casa Jules está cansada da correria do dia-a-dia e não consegue dar a atenção que o marido necessita. Além disso, Jules tem dificuldade para dormir e não se alimenta bem.

    No decorrer do filme é possível perceber que Jules fica sem saber como deve agir, qual seria a escolha certa a fazer quando os acionistas solicitam que contrate um CEO. Neste momento Ben, os estagiário, a lembra sobre quem é a responsável pelo sucesso da empresa e como ele a admira.

     Jules iniciou a empresa sozinha e após um ano e meio tem 220 funcionários trabalhando para ela. É possível perceber um crescimento rápido, mas para isso Jules se dedicou bastante ao trabalho se privando de outros reforçadores, variáveis que lhe proporcionavam prazer, como por exemplo, o tempo com o marido e com a filha.

    Diante do sucesso da empresa Jules também esquece de si, demonstra uma postura forte e bem decidida para as outras pessoas e não se permite errar ou sofrer. Como observado por Ben, “ela tenta ser boa com tudo, com a empresa, com a família”. Porém, há uma grande pressão e auto cobrança para que Jules mantenha tal imagem.

    Jules reage com surpresa quando Ben afirma que ela o inspira e que o faz se sentir animado e empolgado com o trabalho, talvez porque ela não se observe. Será que antes de Ben, Jules conseguia reconhecer o trabalho que desenvolvia?

    Diante de quais situações você se reconhece?


   Encerro este texto pontuando também a importância de podermos contar com o apoio de outras pessoas em alguns momentos da nossa vida. Também é preciso compreender como algumas pessoas podem nos estimular, mas somos nós os principais responsáveis por quem nos tornamos!

Sarah Simões
Psicóloga
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

“Um Senhor Estagiário” (parte 1)


    Na última quarta-feira assisti ao filme “Um Senhor Estagiário com Robert De Niro e Anne Hathaway. Logo no início do filme me chamou atenção a vida que Ben (Robert De Niro) levava. Então me questionei “Qual o momento certo para começarmos a aproveitar a vida”?” Neste texto falarei brevemente sobre o personagem Ben Whittaker.

    Muitas vezes dedicamos a maior parte do nosso dia as obrigações e deixamos de lado o lazer, momentos em família ou com amigos. Quantas vezes falamos que não temos tempo para aquele happy hour? Ou que o horário da academia é ruim? Não temos dinheiro para aquela viagem em família! Então te pergunto, será que em algum momento teremos tempo e dinheiro suficiente para gozarmos a vida? Arrisco dizer que apenas teremos dinheiro e tempo quando estes programas forem prioridades para nós!

    Ben é um senhor de 70 anos de idade, viúvo e aposentado. De acordo com Ben, “a aposentadoria é um exercício constante de criatividade”. Isso porque no início da aposentadoria Ben estava animado com a ideia de aproveitar a vida, sentia-se como se estivesse “matando aula”. Ben fez aulas de ioga, mandarim, aprendeu a cozinhar e viajou pelo mundo. Como ele disse “tentou de tudo”. No entanto, sentia um vazio em sua vida que precisava ser preenchido.

    A rotina de Ben era acordar cedo e tomar café no mesmo horário e na mesma cafeteria, pois assim ele sentia que fazia parte de algo, ou seja, sentia-se importante. Depois andava pela cidade. Diante do anúncio de “estágio para senhores de idade”, Ben encontra um novo desafio e ao mesmo tempo a oportunidade de sentir-se útil novamente.

    Ao participar do processo seletivo Ben não sabia do que se tratava uma empresa de “e-comerce”. Ben era um senhor de 70 anos que estava prestes a entrar no mercado digital, o que o deixava animado com o trabalho que iria aprender e desenvolver.

    No decorrer do filme Ben mostra a importância de uma boa vestimenta para ir ao trabalho, como também assiduidade, comprometimento e proatividade. Enquanto Jules não lhe demanda nada, Ben aproveita para aprender com os outros estagiários, os auxilia e também observa com admiração a chefe.

   “Um Senhor Estagiário” é um filme que pode nos trazer questionamentos sobre como nos comportamos e nos percebemos. Caso ainda não tenha assistido, deixo aqui minha dica de filme para o feriado e encerro com a seguinte pergunta: “Como você se vê daqui a 10 anos?”

No próximo texto falarei sobre a personagem Jules Austin (Anne Hathaway).

Sarah Simões
Psicóloga
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Agnes - tempo de REdescobrir

    Hoje vou contar um pouquinho sobre Agnes, uma jovem de 23 anos que mora com os pais. Agnes se descreve como uma mulher tímida que tem dificuldade para fazer amizades. Contou em terapia que quando era pequena frequentava o colégio mais conceituado de sua cidade. Em casa seus pais diziam que esperavam que ela tirasse boas notas, uma vez que sua única obrigação era estudar.
    De acordo com Agnes, quando pedia aos pais que a deixassem ir para a casa de uma amiga eles respondiam dizendo: “Tem certeza que já estudou o suficiente? Olha as notas!” Assim, Agnes desistia de ir para a casa da amiga e voltava para os livros.
    Agnes disse que gostava de cozinhar e que assistia alguns vídeos de culinária pela internet. No entanto, quando solicitava ajuda dos pais para preparar uma receita eles negavam e afirmavam está ocupados. Os pais de Agnes trabalhavam bastante e ficavam poucas horas com a filha. Na adolescência pediu para fazer curso de culinária e o pai permitiu com a condição de que as notas na escola fossem maiores que 85%.

    

    No momento de escolher a profissão que pretendia seguir, os pais de Agnes afirmavam para ela que deveria fazer o vestibular para o curso de Direito, embora nunca tivessem conversado com ela sobre o assunto. E assim ela fez. Com a aprovação da filha no vestibular os pais contavam a novidade para amigos e familiares.
   Durante as sessões de terapia Agnes observou que desde o vestibular, diante de provas ou momentos em que fosse avaliada apresentava dores de estômago e transpirava bastante. Afirma que nesses momentos pensa em como seus pais vão reagir caso não consiga ser aprovada. Acredita que um bom filho deve deixar seus pais contentes. Dessa forma, evita discutir e questionar seus pais, mesmo quando discorda deles.

                                      

    Ao ser questionada, Agnes afirma está cansada de estudar e não se sentir motivada. Apresenta dificuldade para listar atividades em que sente prazer, queixa-se por não ter namorado poucos amigos e afirma se achar feia.
    Agora que você conheceu um pouco da história de Agnes, você diria que ela se conhece? Será que Agnes conseguiria descrever como foram as escolhas que fez em sua vida?
    A vida de Agnes é fictícia, mas quantas Agnes podem existir na vida real?


Sarah Simões
Psicóloga

CRP01/17508

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Será que preciso fazer psicoterapia?




Imagino que em algum momento da sua vida você já tenha se questionado “será que preciso ir ao psicólogo?” No entanto, muitas pessoas não sabem como é o trabalho que o psicólogo realiza dentro do ambiente terapêutico. Você pode ser uma dessas pessoas...
Um passo de cada vez! Quem precisa ir ao psicólogo clínico ou psicoterapeuta? Existem diversos motivos que fazem com que as pessoas busquem a psicoterapia. Algumas apresentam como queixa dificuldade de aprendizagem, outras estresse no trabalho, há aquelas que estão com conflitos familiares, desgaste na relação amorosa, crises de ansiedade, dificuldade para falar em público ou para desenvolver laços de amizade. Há também aquelas que não veem mais sentido na vida. Essas são algumas das queixas que fazem com que as pessoas busquem por acompanhamento psicológico, mas não pensem que são apenas essas. Porém, entre essas diferentes queixas há uma variável comum, elas trazem sofrimento para a vida das pessoas e podem desencadear outros processos de adoecimento, o que chamamos de somatização. Um exemplo de somatização é uma pessoa estressada devido à pressão no ambiente de trabalho que mantém a região do ombro e nuca bastante tensos como se carregasse um peso nos ombros frequentemente. Outro exemplo seria uma pessoa em crise de ansiedade antes de uma prova importante que apresenta crise de gastrite. Assim, podemos dizer que qualquer pessoa que esteja em um processo de adoecimento, angústias ou queira se conhecer melhor pode fazer psicoterapia.
Algumas pessoas acreditam que o seu sofrimento é menos importante que o do outro e por isso não deve incomodar ninguém e resolver tudo sozinho. Outras pensam que seus problemas são maiores que de outras pessoas e por isso ninguém conseguirá compreende-los. O que o psicólogo irá pensar de mim e da minha queixa? O psicólogo clínico (psicoterapeuta) não ocupa uma posição de julgamento ou conselheiro como muitos pensam. Ou seja, a partir da queixa do cliente/paciente o psicoterapeuta buscará compreende-lo e proporcionar que responda suas próprias perguntas.
O psicólogo apenas escuta o que falamos e não diz nada? Como é o início da terapia? O que preciso falar? Estas são algumas perguntas frequentes na clínica. Podemos dizer que a terapia começa na recepção, logo que psicoterapeuta e cliente se cumprimentam. Neste momento o psicoterapeuta irá acolher o cliente e proporcionar a ele um ambiente no qual se sinta confortável para falar de si. Falar sobre a nossa própria vida não é simples, até mesmo porque na psicoterapia falaremos de vivências alegres e tristes, realizações e frustrações. Ou seja, é preciso que haja empatia entre psicoterapeuta e cliente. Fique calmo, há o sigilo terapêutico, o que é trabalhado durante o processo terapêutico será mantido em sigilo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Onde está "minha criança"?



 Hoje aproveito a comemoração do "dia das crianças" para refletir com vocês: “Onde está a minha criança?”
Quando criança, eu brincava bastante de faz de conta com as bonecas, brincava sozinha ou com as amigas. Costumávamos desenhar amarelinha no chão, andar de bicicleta e patins. Ficava feliz quando ia para a fazenda e pegava laranja no pé. Já brinquei até de colorir o céu de azul! Com um papel e caneta a gente tinha a “adedonha”. E a brincadeira estava pronta!
Dever de casa? Esse era feito enquanto a gente “trabalhava” no faz de conta. Hoje o faz de conta se perdeu, já não é mais tão espontâneo. Encontrar os amigos diminuiu de frequência. O trabalho virou dever!
Se eu falava em ser psicóloga? Não! Naquela época eu nem sabia o que um psicólogo fazia. Eu falava que queria ser médica, cuidar de crianças, ser pediatra. Até que um dia escutei “Você quer ser pediatra? Vai cuidar de pé?” NÃÃÃOOO!!! Como assim? Eu quero cuidar de crianças.
Hoje eu digo que gosto de trabalhar com pessoas, de questionar e compreender cada uma a sua maneira. E não seria esta a minha forma de cuidar do outro?!
E você? Lembra-se o que gostava de fazer quando criança? Como eram as brincadeiras, com quem você costumava brincar? O que queria ser/fazer quando crescesse? Qual papel você tinha nas  brincadeiras? E hoje? O quanto daquela criança ainda faz parte de você?


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

E aí é segunda outra vez!


Segunda-feira dia de retornar ao trabalho, à dieta, às atividades físicas, relembrar e rir muito sobre como foi o final de semana. Mas principalmente, dia de COMEÇAR DE NOVO!

Já que é segunda, porque não ser uma segunda chance? Que dádiva, poder começar de novo, uma possibilidade de mudança, de fazer melhor.

Sendo segunda um dia com tantas oportunidades, por que essa má fama? Pensando em possibilidades, talvez por uma resistência à mudança ou o MEDO do NOVO!

Mas sendo essa nossa “zona de conforto” não tão confortável assim, que tal enfrentar este monstro chamado SEGUNDA-FEIRA fazendo dele um monstro aliado, um monstro do bem que vem nos mostrar quão extenso é o nosso leque de possibilidades.


Basta apenas fazer uma escolha diferente, uma escolha repleta de consciência, sentimentos e emoções para que os frutos da "tal escolha" sejam os mais DOCES da estação!

Rafaela Araújo - psicóloga

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Há quem diga...

Há quem diga que psicólogo é louco!
Se é loucura buscar compreender,
Psicólogo quero ser!
Que tal ser "PSICOLOUCO"!
 
Há quem diga que psicóloga é calma!
Se ao sentar na poltrona e abraçado sentir,
Com um doce olhar lhe fizer sorrir!
Que alma não se acalma!?
 
Há quem diga que psicólogo não se emociona!
Qual a graça teria abrir a minha vida,
Se acaso ele não me deixasse acolhida!
 
Há quem diga que psicólogo tem psicólogo!
Engraçado seria, ele que me questiona e alivia
Não tivesse um dia
Para sentar e falar da própria vida!
 
 
Há quem diga
E sempre haverá...
E você o que há de falar?
 


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Espelho, espelho meu!

Olá, querido leitor!
Meu nome é Sarah Simões e sou psicóloga! Costumo dizer que a vida é cheia de escolhas e hoje escolhi dar mais um passo e me expor a novas contingências. Hoje, escolhi me apresentar para vocês por meio de palavras escritas.
Gosto de conhecer pessoas, mas não quero conhece-las apenas pela percepção que tenho. Também quero conhece-la pelo que ela descreve ao se olhar no espelho. Assim, pensei em fazer uma página, um blog onde eu possa me comunicar com as pessoas que em alguns momentos se olham no espelho e veem uma interrogação ou veem uma imagem que não é aquela que gostariam de ver.
Algum dia você olhou para o espelho e não se reconheceu? Então é com você que quero conversar!
Muitas vezes no consultório peço para a pessoa se apresentar e escuto: “Oi, eu sou Agnes”. E quando peço a Agnes que me fale um pouco sobre ela, ela apresenta comportamentos verbais e não verbais. E muitas vezes Agnes diz: “Que pergunta difícil! O que você quer que eu fale?”
Como mencionei no início, a vida é feita de escolhas, mas isso não quer dizer que Agnes sabe o que a levou escolher “A” e não “B”. O caminho que Agnes escolheu ontem não “TEM” que ser o mesmo que escolheria hoje. Um “lado bom da vida” é que muitas vezes podemos parar e olhar/observar o que fizemos e a partir daí mudarmos o caminho. No entanto é preciso saber que o que fazemos tem consequência. Ou seja, não é possível que Agnes volte no tempo e delete um evento. As consequências podem ser positivas ou negativas e talvez o que é bom para Agnes não seja para os pais dela, por exemplo. A cada escolha de Agnes é possível que ela se conheça e reconheça.
Falo para Agnes que a conheço pelo que observo e pelo que ela me diz. Digo para Agnes que ela é a pessoa que melhor a conhece. Porém, será o quanto Agnes se conhece? Quais varáveis controlam as escolhas e os comportamentos de Agnes?
Eu sou a SARAH SIMÕES, mineira que mora em Brasília, filha caçula, observadora e questionadora, exigente e sincera, psicóloga responsável e comprometida com o trabalho.

Convido você a se olhar no espelho, qual imagem você descreveria?