segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Agnes - tempo de REdescobrir

    Hoje vou contar um pouquinho sobre Agnes, uma jovem de 23 anos que mora com os pais. Agnes se descreve como uma mulher tímida que tem dificuldade para fazer amizades. Contou em terapia que quando era pequena frequentava o colégio mais conceituado de sua cidade. Em casa seus pais diziam que esperavam que ela tirasse boas notas, uma vez que sua única obrigação era estudar.
    De acordo com Agnes, quando pedia aos pais que a deixassem ir para a casa de uma amiga eles respondiam dizendo: “Tem certeza que já estudou o suficiente? Olha as notas!” Assim, Agnes desistia de ir para a casa da amiga e voltava para os livros.
    Agnes disse que gostava de cozinhar e que assistia alguns vídeos de culinária pela internet. No entanto, quando solicitava ajuda dos pais para preparar uma receita eles negavam e afirmavam está ocupados. Os pais de Agnes trabalhavam bastante e ficavam poucas horas com a filha. Na adolescência pediu para fazer curso de culinária e o pai permitiu com a condição de que as notas na escola fossem maiores que 85%.

    

    No momento de escolher a profissão que pretendia seguir, os pais de Agnes afirmavam para ela que deveria fazer o vestibular para o curso de Direito, embora nunca tivessem conversado com ela sobre o assunto. E assim ela fez. Com a aprovação da filha no vestibular os pais contavam a novidade para amigos e familiares.
   Durante as sessões de terapia Agnes observou que desde o vestibular, diante de provas ou momentos em que fosse avaliada apresentava dores de estômago e transpirava bastante. Afirma que nesses momentos pensa em como seus pais vão reagir caso não consiga ser aprovada. Acredita que um bom filho deve deixar seus pais contentes. Dessa forma, evita discutir e questionar seus pais, mesmo quando discorda deles.

                                      

    Ao ser questionada, Agnes afirma está cansada de estudar e não se sentir motivada. Apresenta dificuldade para listar atividades em que sente prazer, queixa-se por não ter namorado poucos amigos e afirma se achar feia.
    Agora que você conheceu um pouco da história de Agnes, você diria que ela se conhece? Será que Agnes conseguiria descrever como foram as escolhas que fez em sua vida?
    A vida de Agnes é fictícia, mas quantas Agnes podem existir na vida real?


Sarah Simões
Psicóloga

CRP01/17508

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Será que preciso fazer psicoterapia?




Imagino que em algum momento da sua vida você já tenha se questionado “será que preciso ir ao psicólogo?” No entanto, muitas pessoas não sabem como é o trabalho que o psicólogo realiza dentro do ambiente terapêutico. Você pode ser uma dessas pessoas...
Um passo de cada vez! Quem precisa ir ao psicólogo clínico ou psicoterapeuta? Existem diversos motivos que fazem com que as pessoas busquem a psicoterapia. Algumas apresentam como queixa dificuldade de aprendizagem, outras estresse no trabalho, há aquelas que estão com conflitos familiares, desgaste na relação amorosa, crises de ansiedade, dificuldade para falar em público ou para desenvolver laços de amizade. Há também aquelas que não veem mais sentido na vida. Essas são algumas das queixas que fazem com que as pessoas busquem por acompanhamento psicológico, mas não pensem que são apenas essas. Porém, entre essas diferentes queixas há uma variável comum, elas trazem sofrimento para a vida das pessoas e podem desencadear outros processos de adoecimento, o que chamamos de somatização. Um exemplo de somatização é uma pessoa estressada devido à pressão no ambiente de trabalho que mantém a região do ombro e nuca bastante tensos como se carregasse um peso nos ombros frequentemente. Outro exemplo seria uma pessoa em crise de ansiedade antes de uma prova importante que apresenta crise de gastrite. Assim, podemos dizer que qualquer pessoa que esteja em um processo de adoecimento, angústias ou queira se conhecer melhor pode fazer psicoterapia.
Algumas pessoas acreditam que o seu sofrimento é menos importante que o do outro e por isso não deve incomodar ninguém e resolver tudo sozinho. Outras pensam que seus problemas são maiores que de outras pessoas e por isso ninguém conseguirá compreende-los. O que o psicólogo irá pensar de mim e da minha queixa? O psicólogo clínico (psicoterapeuta) não ocupa uma posição de julgamento ou conselheiro como muitos pensam. Ou seja, a partir da queixa do cliente/paciente o psicoterapeuta buscará compreende-lo e proporcionar que responda suas próprias perguntas.
O psicólogo apenas escuta o que falamos e não diz nada? Como é o início da terapia? O que preciso falar? Estas são algumas perguntas frequentes na clínica. Podemos dizer que a terapia começa na recepção, logo que psicoterapeuta e cliente se cumprimentam. Neste momento o psicoterapeuta irá acolher o cliente e proporcionar a ele um ambiente no qual se sinta confortável para falar de si. Falar sobre a nossa própria vida não é simples, até mesmo porque na psicoterapia falaremos de vivências alegres e tristes, realizações e frustrações. Ou seja, é preciso que haja empatia entre psicoterapeuta e cliente. Fique calmo, há o sigilo terapêutico, o que é trabalhado durante o processo terapêutico será mantido em sigilo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Onde está "minha criança"?



 Hoje aproveito a comemoração do "dia das crianças" para refletir com vocês: “Onde está a minha criança?”
Quando criança, eu brincava bastante de faz de conta com as bonecas, brincava sozinha ou com as amigas. Costumávamos desenhar amarelinha no chão, andar de bicicleta e patins. Ficava feliz quando ia para a fazenda e pegava laranja no pé. Já brinquei até de colorir o céu de azul! Com um papel e caneta a gente tinha a “adedonha”. E a brincadeira estava pronta!
Dever de casa? Esse era feito enquanto a gente “trabalhava” no faz de conta. Hoje o faz de conta se perdeu, já não é mais tão espontâneo. Encontrar os amigos diminuiu de frequência. O trabalho virou dever!
Se eu falava em ser psicóloga? Não! Naquela época eu nem sabia o que um psicólogo fazia. Eu falava que queria ser médica, cuidar de crianças, ser pediatra. Até que um dia escutei “Você quer ser pediatra? Vai cuidar de pé?” NÃÃÃOOO!!! Como assim? Eu quero cuidar de crianças.
Hoje eu digo que gosto de trabalhar com pessoas, de questionar e compreender cada uma a sua maneira. E não seria esta a minha forma de cuidar do outro?!
E você? Lembra-se o que gostava de fazer quando criança? Como eram as brincadeiras, com quem você costumava brincar? O que queria ser/fazer quando crescesse? Qual papel você tinha nas  brincadeiras? E hoje? O quanto daquela criança ainda faz parte de você?


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

E aí é segunda outra vez!


Segunda-feira dia de retornar ao trabalho, à dieta, às atividades físicas, relembrar e rir muito sobre como foi o final de semana. Mas principalmente, dia de COMEÇAR DE NOVO!

Já que é segunda, porque não ser uma segunda chance? Que dádiva, poder começar de novo, uma possibilidade de mudança, de fazer melhor.

Sendo segunda um dia com tantas oportunidades, por que essa má fama? Pensando em possibilidades, talvez por uma resistência à mudança ou o MEDO do NOVO!

Mas sendo essa nossa “zona de conforto” não tão confortável assim, que tal enfrentar este monstro chamado SEGUNDA-FEIRA fazendo dele um monstro aliado, um monstro do bem que vem nos mostrar quão extenso é o nosso leque de possibilidades.


Basta apenas fazer uma escolha diferente, uma escolha repleta de consciência, sentimentos e emoções para que os frutos da "tal escolha" sejam os mais DOCES da estação!

Rafaela Araújo - psicóloga