segunda-feira, 9 de novembro de 2015

“Um Senhor Estagiário” (parte 2)


    No texto anterior falei sobre o personagem Ben Wittaker (Robert De Niro) do filme “Um Senhor Estagiário”. Neste texto falarei sobre a chefe de Ben, Jules Austin (Anne Hathaway).

    Jules é uma jovem empresária, esposa e mãe. Na empresa Jules é conhecida por chegar atrasada, o que incomoda aqueles que dependem de sua aprovação para dar continuidade ao trabalho, faz reuniões rápidas e tenta otimizar seu tempo. Jules tenta acompanhar o desempenho da empresa atendendo telefonemas de clientes (reclamações), por meio das quais se compromete em resolvê-las. Também faz encomendas pela internet para supervisionar como as mercadorias chegam até a casa dos clientes e vai pessoalmente orientar os funcionários quando preciso.

    Em casa Jules se esforça para ser uma mãe presente e carinhosa com a filha. Conta com o apoio do marido, o qual saiu do emprego e se dedica em tempo integral a casa e aos cuidados com a filha. Porém, ao chegar em casa Jules está cansada da correria do dia-a-dia e não consegue dar a atenção que o marido necessita. Além disso, Jules tem dificuldade para dormir e não se alimenta bem.

    No decorrer do filme é possível perceber que Jules fica sem saber como deve agir, qual seria a escolha certa a fazer quando os acionistas solicitam que contrate um CEO. Neste momento Ben, os estagiário, a lembra sobre quem é a responsável pelo sucesso da empresa e como ele a admira.

     Jules iniciou a empresa sozinha e após um ano e meio tem 220 funcionários trabalhando para ela. É possível perceber um crescimento rápido, mas para isso Jules se dedicou bastante ao trabalho se privando de outros reforçadores, variáveis que lhe proporcionavam prazer, como por exemplo, o tempo com o marido e com a filha.

    Diante do sucesso da empresa Jules também esquece de si, demonstra uma postura forte e bem decidida para as outras pessoas e não se permite errar ou sofrer. Como observado por Ben, “ela tenta ser boa com tudo, com a empresa, com a família”. Porém, há uma grande pressão e auto cobrança para que Jules mantenha tal imagem.

    Jules reage com surpresa quando Ben afirma que ela o inspira e que o faz se sentir animado e empolgado com o trabalho, talvez porque ela não se observe. Será que antes de Ben, Jules conseguia reconhecer o trabalho que desenvolvia?

    Diante de quais situações você se reconhece?


   Encerro este texto pontuando também a importância de podermos contar com o apoio de outras pessoas em alguns momentos da nossa vida. Também é preciso compreender como algumas pessoas podem nos estimular, mas somos nós os principais responsáveis por quem nos tornamos!

Sarah Simões
Psicóloga
CRP 01/17508

Página do facebook: https://www.facebook.com/espelhoespelhomeupsi


Fonte das imagens: google imagens

Um comentário:

  1. Maravilhoso texto Sarah!
    Fez eu me lembrar do dilema de alguns de meus clientes. Muitas vezes é necessário que tenhamos espelhos para nos enchegar, que podem vir em forma de amigos, familiares, colegas de trabalho e até de nós psicólogos.

    Beijos, Rafa

    ResponderExcluir