segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O que se passa na nossa cabeça?!

O lado bom da vida (parte 3)

Você já se viu na frente de alguém que lhe dizia o que fazer e como agir diante de uma situação aversiva? Então, você se pega pensando: “Ela nem sabe o que se passa nos meus pensamentos e está ai dizendo o que devo fazer!” Neste texto irei abordar a “importância do que se passa na cabeça de alguém, o que ela pensa e como se sente, versus o fato em si”.

Relembrando o livro “O lado bom da vida”... Um amigo de Pat o procura para lhe aconselhar e orienta-lo sobre como deve se comportar diante de Nikki. No entanto, em nenhum momento Pat solicitou tal conselho ao amigo. Podemos dizer que em muitos momentos receber um conselho de outra pessoa é funcional. Ou seja, pode ser favorável.

Sim! O conselho pode ser bom! Se pararmos para analisar, ao seguir o conselho eu minimizo o peso da responsabilização do meu comportamento, eu evito tomar uma decisão sobre como agir, apenas sigo o comando e faço o que me disseram para fazer. E se der errado? Caso não aconteça o que eu esperava, eu culpabilizo aquele que me aconselhou!



Você já ouviu alguém dizer que dá conselhos para prejudicar o outro? Normalmente os conselhos trazem a ideia de ajuda. E assim também acontece no livro que mencionei aqui. Enquanto seu amigo lhe diz como deve se comportar, qual cuidado deve ter, Pat balança a cabeça como se estivesse concordando. No entanto, Pat consegue discriminar que não solicitou conselhos. Pat percebe na fala do amigo a tentativa de proteção e ao mesmo tempo uma fala pronta que facilmente pode ser repetida por outras pessoas.

Porém Pat conseguia perceber semelhanças que possuía com Nikki. Discriminava como as pessoas que estavam ao seu redor não se preocupavam com o que passava “por dentro” dele e de Nikki. Ninguém era capaz de falar o que se passava na sua cabeça e no seu coração, os sentimentos horríveis que possuía, os impulsos conflitantes, as necessidades, o desespero, o que faz com que as pessoas lhe chamem de “estranho”.



Há momentos que tudo o que queremos é ouvir: “Conte-me como você está diante de tudo o que vem acontecendo...” Às vezes queremos alguém que nos permita falar o que pensamos, o que sentimos, como expressamos tudo isso... O que não significa encontrar a “resposta perfeita”, mas que não haja julgamento e sim acolhimento e compreensão.

Até a próxima semana!

Sarah Simões
Psicóloga
CRP 01/17508

Instagram: sarahsimoespsicologa

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