O lado bom da vida (parte 3)
Você já se viu na frente de
alguém que lhe dizia o que fazer e como agir diante de uma situação aversiva?
Então, você se pega pensando: “Ela nem sabe o que se passa nos meus pensamentos
e está ai dizendo o que devo fazer!” Neste texto irei abordar a “importância do
que se passa na cabeça de alguém, o que ela pensa e como se sente, versus o
fato em si”.
Relembrando o livro “O lado
bom da vida”... Um amigo de Pat o procura para lhe aconselhar e orienta-lo
sobre como deve se comportar diante de Nikki. No entanto, em nenhum momento
Pat solicitou tal conselho ao amigo. Podemos dizer que em muitos momentos
receber um conselho de outra pessoa é funcional. Ou seja, pode ser favorável.
Sim! O conselho pode ser bom! Se pararmos para analisar, ao seguir o conselho
eu minimizo o peso da responsabilização do meu comportamento, eu evito tomar
uma decisão sobre como agir, apenas sigo o comando e faço o que me disseram
para fazer. E se der errado? Caso não aconteça o que eu esperava, eu
culpabilizo aquele que me aconselhou!
Você já ouviu alguém dizer
que dá conselhos para prejudicar o outro? Normalmente os conselhos trazem a
ideia de ajuda. E assim também acontece no livro que mencionei aqui. Enquanto
seu amigo lhe diz como deve se comportar, qual cuidado deve ter, Pat balança a
cabeça como se estivesse concordando. No entanto, Pat consegue discriminar que
não solicitou conselhos. Pat percebe na fala do amigo a tentativa de proteção e
ao mesmo tempo uma fala pronta que facilmente pode ser repetida por outras
pessoas.
Porém Pat conseguia perceber
semelhanças que possuía com Nikki. Discriminava como as pessoas que estavam ao
seu redor não se preocupavam com o que passava “por dentro” dele e de Nikki.
Ninguém era capaz de falar o que se passava na sua cabeça e no seu coração, os
sentimentos horríveis que possuía, os impulsos conflitantes, as necessidades, o
desespero, o que faz com que as pessoas lhe chamem de “estranho”.
Há momentos que tudo o que
queremos é ouvir: “Conte-me como você está diante de tudo o que vem
acontecendo...” Às vezes queremos alguém que nos permita falar o que pensamos,
o que sentimos, como expressamos tudo isso... O que não significa encontrar a “resposta
perfeita”, mas que não haja julgamento e sim acolhimento e compreensão.
Até a próxima semana!
Sarah Simões
Psicóloga
CRP 01/17508


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